Projeto 365 Fotos

Estou iniciando hoje, 01/01/2013, o Projeto 365 fotos.

Todos os dias publicarei uma foto e farei um breve comentário. Será a visão de uma amadora que ama fotografar e significar. Espero que gostem e acompanhem esse ano de magia e imagens, contribuindo com seu importante e bem-vindo comentário.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tolerância, um santo remédio

A tolerância é um artigo que está cada vez mais difícil de ser encontrado. Basta dar uma rápida olhada ao redor e perceber o quanto as pessoas estão impacientes. Não é só com o outro, mas com as próprias limitações. Não discutimos no transito só porque o outro nos fechou, porque faz hora na nossa frente... Na verdade estamos irritados com a nossa incapacidade de nos livrar disso tudo, porque não estamos onde gostariamos de estar.

Mas enfim, ao invés de ficarmos batendo na mesma tecla, falando da violência, da agressividade humana, vamos agradecer o pouco de tolerância que ainda nos resta e que nos mantém na condição de humanos.

Recebi um texto, de uma autora indígena, que reproduzo, com a devida autoria.

"Erros da Humanidade saltitam por melhoras!

No Dia da Tolerância, peço aos meus amigos que me compreendam, que possam enxergar o belo no meu interior, quando os meus olhos estiverem tristes e desesperançados. Peço aos amigos que possam perceber o espírito de luta, quando eu estiver desanimada ou desestimulada pela pressão do tempo e da sobrevivência. Peço aos meus amigos que compreendam a minha loucura nos meus textos, nas minhas palavras e nos trejeitos quase inconscientes e sensuais de minha dança, pois minha dança não é minha, é de meu corpo esvaído, cheio de prazer e felicidade produzidos pela música etérea, inimaginável, quase angelical!

Peço aos meus amigos que me amem e que percebam nos meus olhos a sinceridade do existir nas manhãs e nas noites cálidas numa gratidão eterna e divina pela existência!

Obrigada vida! Que maravilhoso é poder ter amigos, ser tolerantes, amáveis, compreensíveis, risonhos no delírio de cada um, seja lá, que delírio for, sem críticas, sem julgamentos. Obrigada, flor da natureza...

Poder enxergar a beleza da manhã na compreensão dos erros da humanidade, que saltitam por melhoras. Obrigada pelo perdão, pelo amor, pelo olhar que eu possa oferecer a cada amigo e que cada amigo possa aceitar os meus gestos e olhares tão doces, amáveis, num tom de ternura que possa modificar mentes com a minha Tolerância!

Obrigada por tolerar a quem a seu lado estiver".

Texto de: Eliane Potiguara, 58 anos, escritora e ativista indígena, professora, contadora de histórias, indicada para o Prêmio Nobel da Paz em 2005 - Projeto Mil Mulheres do Mundo - e autora de "Metade Cara, Metade Máscara" - Global Editora.

Como se vê, o que falta ao mundo é afeto.

Um grande abraço a todos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Marketing Pessoal

Quando se fala em desenvolvimento temos que pensar, primeiramente, em nós. Na forma como nos enxergamos e nos apresentamos. Pensando nisso resolvi postar esse video. Espero que aproveitem.
Abraços

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Encontros...

Hoje fui ao velório de um tio muito querido. Pela primeira vez, em uma situação como essa, não vi toda a família reunida e percebi o quanto essa família envelheceu. Tios e tias que enviaram seus representantes porque não podiam mais viajar, estão adoentados. Pessoas que não se cumprimentaram porque não se conheciam: fazem parte de uma geração que não se vê, não telefona... perdeu o contato.Nossas vidas se tornam reféns do corre-corre, da dificuldade em controlar o tempo e se fazer dono dele. Os mais velhos lastimam essa distância e os mais novos parecem alheios a esse desligamento. São outras vidas, outros rumos. A família original vai pouco a pouco se diluindo para dar lugar a outros núcleos familiares, a outro processo de composição e decomposição.
Alguém dirá que é muito triste essa perda de raízes, mas a dinâmica da vida abre e fecha portas a todo instante, separa e reaproxima para, mais tarde, tornar a separar. É como se a morte de um dos pais rompesse a tênue linha de união familiar. Há um acordo tácito de se amparar a o que ficou, porém tão logo este também se vai poucos conseguem se reagrupar.
A cada velório os reencontros se tornam escassos. Falo de velórios porque as festas há muito deixou de ser ponto de encontro da "velha guarda". Aniversários de filhos são feitos em buffets e como convidados os amiguinhos. Os jovens preferem as baladas e os adultos vão para restaurantes ou barzinhos. Sobrou os velórios... juntando a velha e a nova geração num mesmo espaço, sem contudo servir de consolo, de solidariedade, porque nem mesmo nesse instante de dor deixamos de ter pressa, de  priorizar compromissos, de nos sentir à margem da família já que o número de conhecidos diminui a cada evento. É como se o morto não fosse mais nosso, se a dor não fosse mais nossa, apenas mais uma obrigação social que vamos cumprindo até que a morte nos separe.

Selo Senhora Persona - Gostou? Leve-me com você.

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